Meu status de solteira não é carta branca para me envolver com qualquer história, com qualquer pessoa. Meu status não é referência de solidão ou desespero.
Quantas vezes ouvi o discurso cansado de quem acha que sou infeliz só porque estou solteira. Tentaram, inúmeras vezes, “arrumar” alguém pra mim, passando o meu telefone como quem está dando “uma ajudinha”, sem eu ao menos ter solicitado, ou de fato precisar de auxílio para essas coisas do coração. E lá estava eu iniciando uma conversa com alguém que não demonstrava interesse algum em de fato me conhecer, que aparecia com falas prontas e que só me enrolava.
O fato de curtir a foto de alguém já é motivo para piadas, brincadeiras, como se isso fosse um sinal de que estou interessada. Eu, de fato, não entendo e talvez jamais consiga entender a lógica de quem acredita que um relacionamento é sinônimo de felicidade. Em primeiro lugar, partilho da ideia de que ninguém completa ninguém. Ninguém pode jogar a responsabilidade de ser feliz nas mãos de outro alguém, pois isso é pedir para se frustrar, é deixar o outro assumir as rédeas da sua vida e se submeter a qualquer coisa, muitas vezes.
Cansei de gente que vê uma boca bonita, um cabelo arrumado, mas não vê o companheirismo e a disposição quando o assunto é ajudar alguém. De gente que está do nosso lado fisicamente, mas, quando a tempestade vem, é o primeiro a soltar a nossa mão. Quero ver, e que vejam também a minha fé bonita na vida e no amor, e que perceba o quanto dou valor às pessoas e não às coisas.
Primeiro, seja feliz. Isso, goste de você, do seu cabelo, do seu jeito e, ao trombar com alguém, partilhe isso. Que o encontro seja algo que transborde e não que complete.
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